terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Massai Branca - Até onde você vai por amor?

O filme fala de uma história de amor entre uma garota Suíça e um guerreiro africno. É uma adaptação do livro autobiográfico de Corine Hofmann. De produção alemã, o filme acabou de entrar na minha lista dos “Mais mais”.

É um daqueles filmes que te encantam não só pelo romance verídico, mas também pela riqueza do cenário e pela cultura queniana, da tribo, e os percalços de se viver numa região tão rica (culturalmente) e ao mesmo tempo tão pobre e atrasada (na visão Ocidental).

Carola é além de bela, culta e bem sucedida. Quando viaja para Quênia decide abandonar o noivo para se unir com um guerreiro Massai. Lá ela se sujeita a todo o tipo de sacrifícios, doenças e preconceitos.

O impasse é: Será possível sustentar um amor entre culturas tão diversas?

O filme segue de forma simples, mas cativante. O expectador levanta questões relevantes como a que citei acima. A história é fascinante e desperta interesse até a última cena.


Carola é admirável. Forte, densa, corajosa e espetacular. Se mantém firme até a última gota.

É um filme obrigatório!

Depois dele, correrei para conferir o livro.

Até onde você vai por amor?

Peguei o gancho da crítica que fiz do filme para o blog do Clube Marvel DVD Club para falar de coisas que fazemos por amor.

Esta história nos faz ter sentimentos controversos. Ora desperta admiração pela “heroína”, ora nos faz ter pena das condições absurdamente contrárias à nossa cultura civilizada, ora nos faz odiar Lemalian (o guerreiro) pelo machismo e ciúmes inexplicáveis (aos nossos olhos), ora nos faz entender que não há nada o que entender, ele e ela são pessoas criadas sob experiências totalmente diferentes o que não garante mocinho ou vilão em tese.

Apesar do extremismo, podemos comparar este romance aos que vimos e vivemos pelo mundo afora. Carola se apaixonou perdidamente, tão perdidamente, que ao largar tudo por amor, não pensou nas conseqüências que apareceriam ao tomar esta atitude. A gente torce pelo final “feliz”, mas também não pensamos que feliz seria se ela aceitasse essas diferenças e entendesse que nada faria mudar aquele cenário. A gente se entrega a uma paixão visivelmente suicida no intuito de fazer milagres. Há sacrifícios que precisamos fazer para selar um bom relacionamento. Mas passar por cima das suas crenças e ideologias, é tão inverossímil quanto aceitar ser testemunha de uma prática terrível e desumana da clitorectomia nas garotas que atingem os 15 anos de idade na tribo Massai.

Entenda, teoricamente acho bonito o amor impossível ou sacrificioso. Acho bonito apenas em literaturas ou filmes românticos, porque na realidade, essas experiências só nos fazem sofrer, como consta neste filme em questão, já que é baseado em fatos reais e o romance não tem final feliz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário