
Mas num lance mais sério e longo, as coisas não precisam de tantas performances, carões, fantasias ou brincadeiras mais ousadas, “para quê? O lance já é sério!”. Aí que entra meu pensamento avesso. É com um parceiro que topou estar num relacionamento bacana, cúmplice, duradouro, onde compartilharei minha vida que quero (e faço) dividir as mais intensas e loucas transas. É com ele que acordo todo dia. E é ele que me beija ardentemente e apaixonadamente com aquele bafinho matinal. É ele que conhece minhas neuras, crises e defeitos mais desconcertantes. É com ele que como arroz com ovo quando não achamos nada melhor na dispensa. É ele que divide um lanche mais ou menos (mais pra ele) quando estamos sem grana. É lógico que é ele que merece o que eu tenho de melhor na cama. Porque é ele que me acha a mulher mais linda do mundo quando estou faxinando com a minha pior roupa.
É por isso que nunca podemos deixar essa chama mágica perder força quando estamos num casamento ou união firme. Porque costumo dizer que sexo não é tudo, mas que ele é o termômetro imbatível que mede a sintonia e saúde do casal. Portanto, não se ache ridícula pra pôr aquela lingerie mais ousada pra ele em plena segunda feira. Nem se sinta horrorizada quando ele te chamar de puta na transa, porque você é, e é só dele. Não se acanhe quando imaginar o corpo dela coberto de leite condensado, não pense na sobremesa que não terá se usá-lo, pense que a sobremesa e o prato principal será ela. Não recue ao querer testar uma posição nova, ele pode até achar estranho, mas ele vai gostar e te mostrar outras na próxima noite, por que você deu abertura para isso. Jogue com seu parceiro (a), se sinta explorado (a), como se sentiria se fosse a primeira vez. Sexo é bom, mas quando feito com o homem ou a mulher da sua vida, ele passa a ser perfeito.


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